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5 lições de carreira e negócios que Cristina Junqueira aprendeu em filmes

Nesta quinzena, Cristina Junqueira mostra como seguir aprendendo em meio a rotinas tão atribuladas: absorver aprendizados em momentos de lazer com as filhas
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Harry Potter
Saber aprender é uma das habilidades mais importantes que um profissional precisa ter atualmente. Com a evolução constante de ferramentas, metodologias e do próprio mercado, buscar novas fontes de conhecimento e conseguir tirar lições delas é fundamental.

Na coluna desta quinzena, Cristina Junqueira fala um pouco sobre como seguir aprendendo num mundo de rotinas tão atribuladas e compartilha aprendizados que absorveu em seus momentos de lazer com as filhas, assistindo a filmes infantis.

  • Aprender é um exercício constante

Quem tem filhos sabe que depois que as crianças nascem é muito difícil conseguir ter tempo para estudar, pesquisar, ler – ou seja, consumir conteúdos para aprender utilizando métodos tradicionais.

Dependendo da sua rotina, até mesmo assistir filmes “de adulto” se torna um desafio.

Eu sempre gostei muito de filmes do universo infantil e uma técnica que utilizo para seguir investimento em conhecimento mesmo nos períodos de lazer é a de  olhar para eles não só como um entretenimento para mim e as crianças, mas também como uma fonte de lições valiosas para minha vida e carreira.

Separei, então, alguns ensinamentos importantes que tirei dessas oportunidades:

A primeira lição vem de um filme que é muito querido pra mim – e que inspirou inclusive o nome da minha filha mais nova: A Bela e a Fera.

No filme, para quem não conhece a história, a Bela vive em um vilarejo na França em que todos os moradores a taxam de louca e de diferente porque ela é diferente deles – gosta muito de ler, inclusive ensinando outras meninas a fazê-lo, e quer viver aventuras “no grande mundo lá fora” como diz uma das músicas.

E essa é uma grande lição sobre como podemos e devemos desafiar as crenças tradicionais, o chamado status quo, com base no que acreditamos. No fim das contas, ela acreditava na importância de conhecer outras pessoas, lugares e culturas, e nas aventuras que queria ter.

Quando começamos o Nubank, eu e meus sócios também fomos chamados de malucos por querer empreender em um mercado tão concentrado como o financeiro. Se nós tivéssemos ouvido esses “conselhos”, nenhum de nós estaria aqui hoje, o Nubank não existiria, e muita coisa do que aconteceu no país e as evoluções e inovações que chegaram  ao setor provavelmente também não teriam acontecido.

É importante saber separar quais são as crenças que agregam, te ajudam a economizar tempo, e quais são as que estão ali apenas para te limitar. E a Bela faz isso no filme muito bem.

  • Nem sempre a melhor escolha é a mais fácil

Outra lição que eu queria dividir com vocês é entre o que é fácil e o que é certo. Tem inúmeros filmes que tratam sobre o assunto, mas hoje vamos usar o exemplo da franquia Harry Potter.

Ao longo de todos os filmes e livros – eu li todos e inclusive recomendo para os que já têm filhos que conseguem fazer leituras mais proficientes -, são inúmeras as escolhas que Harry, Hermione e Rony precisam fazer ao longo dos anos entre o que é fácil e o que é certo.

O papel de liderança que o Harry precisa assumir, as escolhas que ele tem que fazer, entrar em brigas muito sérias e complexas, ilustram o caráter dele e o quanto ele está disposto a fazer a coisa certa, lutar pelo que acredita e salvar o Mundo Bruxo e as pessoas que ele ama. Isso se traduz muito para o mundo dos negócios. Em geral, a coisa certa a fazer é a mais difícil.

E aqui faço um paralelo também entre o que é difícil/fácil e o que é simples/complexo. Fazer o simples é muito mais difícil do que fazer o complexo. Fazer algo da maneira mais simples para o consumidor, mais elegante, tirando a complexidade, é muito mais difícil do que escolher a alternativa fácil e fazer da primeira maneira que vem à mente, mas que acaba sendo mais complexa para o usuário final. Por isso, vale sempre balancear o esforço de fazer o que teoricamente é mais difícil, mas vai trazer muito mais retorno a longo prazo.

  • Trabalho em equipe é fundamental

Outra franquia que gosto muito e a gente acompanha bastante aqui em casa é Star Wars. Uma das grandes lições que o filme traz é a do trabalho em equipe.

Pensando na trilogia original, por exemplo, é claro que temos o Luke, que é um grande herói, mas ele não teria conseguido fazer metade do que fez se não fosse a Leia, o Han Solo e até os dróides, como o R2D2 e o C3PO. Foi preciso um verdadeiro trabalho em equipe para que eles conseguissem derrotar o Império e neutralizar a Estrela da Morte. Essa situação mostra a importância de termos aliados em nossas carreiras, para nos apoiarem nos momentos de dificuldade.

Vale ressaltar também o papel que o Mestre Yoda teve na formação do Luke, sendo um grande mentor. À medida que a gente possa ter o apoio de pessoas que tenham mais conhecimento sobre determinado assunto, que podem apontar caminhos e nos ajudar a estar preparados para as batalhas que virão, é muito valioso.

É algo que não tive acesso ao longo da minha carreira. Só recentemente pude contar com uma mentora, que se tornou uma grande amiga, e é algo que realmente é muito importante no mundo dos negócios e que pode fazer a diferença nas nossas carreiras.

  • Os planos mudam – e está tudo bem!

Tem um filme recente da Pixar, que chama Soul, que vale super a pena e tem várias lições não só sobre negócios mas também sobre a vida. O próprio nome do filme é “soul”, que significa alma em inglês, e ele faz reflexões bastante profundas sobre a vida.

Um dos personagens que a gente conhece nesse filme é um barbeiro e, no meio de uma das conversas, o personagem principal descobre que ele na verdade queria ser veterinário quando criança. E, em vez de se frustrar por não ter realizado esse sonho, ele é um barbeiro maravilhoso e que gosta muito do que faz.

É uma lição muito boa sobre entender que o mais importante não é encontrar aquela única coisa que vai te realizar, mas sim aprender a ser feliz com a realidade que você tem. A adaptabilidade e saber fazer o melhor possível com o que a gente tem é essencial para a felicidade e para nos sentirmos realizados, no trabalho e na vida.

Existe um grande desserviço atualmente de pessoas que insistem em coisas como “siga sua paixão” e, na minha opinião, não é necessariamente isso que vai te realizar ou que vai te alçar ao sucesso profissional. O seu talento, sim. Ter a oportunidade de seguir um caminho no que temos facilidade e talento tem muito mais potencial de trazer realização pessoal, satisfação e oportunidade de ser feliz.

Um outro momento do filme traz a história de um peixe, e esse peixe tem uma ansiedade, uma vontade de conhecer o oceano. Até que alguém vira para ele e diz “Mas você já está no oceano”, no que ele responde “Oceano? Isso aqui é apenas água”. E, sim, é água, mas também é o oceano. Ele desperdiçou a vida toda em busca de algo que ele nunca iria encontrar porque não conseguia enxergar as virtudes da situação em que se encontrava.

Ser feliz e bem sucedido tem muito a ver com o modo como a gente percebe a maneira como a vida se apresenta pra gente, e o que a gente faz, nossas escolhas, com relação às situações que vivemos.

  • Mulheres podem ser o que quiserem

Todo mundo sabe que sou grande fã da Disney e das princesas, e acho que não há nenhum filme que não traga alguma lição. Mas queria ressaltar aqui uma que acho que podemos tirar de todos eles, que é o fato de que as mulheres podem ser o que elas quiserem.

Temos vários exemplos aí de princesas da Disney que desafiaram o status quo – comecei falando da Bela, mas podemos usar de exemplo também a Mulan. É uma personagem presente no folclore chinês, muito querida, e ela foi uma grande guerreira. Ao longo do filme, ela precisa se passar por um homem para poder se juntar ao exército e defender a família dela, ajudar o pai que já havia participado de guerras anteriores e não podia mais fazê-lo. E é um grande exemplo de uma mulher que foi atrás de sua vocação, conquistou seu espaço, e que foi atrás do que ela considerava que tinha que fazer pela família.

Posso citar como exemplo também a Tiana, de “A Princesa e o Sapo”, que era muito incentivada pelo pai dela e foi muito batalhadora desde criança. Cresceu pensando no sonho dela de ter um restaurante, trabalhando muito, juntando o dinheiro dela e – sem mais spoilers – fala bastante também sobre o valor do trabalho e quão longe podemos chegar contanto que a gente se dedique.

Uma lição muito importante para tantas meninas que crescem assistindo a esses filmes e tendo um leque cada vez mais amplo de quem elas podem ser.



Fonte: Exame

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